Blog do Antonio Farinaci http://antoniofarinaci.blogosfera.uol.com.br Just another uol blogosfera site Tue, 03 Jan 2012 16:44:22 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=3.4.2 “Mude de Vida e Leve a Família” fala do cotidiano em conjunto habitacional popular em Guarulhos http://antoniofarinaci.blogosfera.uol.com.br/2012/01/03/mude-de-vida-e-leve-a-familia-fala-do-cotidiano-em-conjunto-habitacional-popular-em-guarulhos/ http://antoniofarinaci.blogosfera.uol.com.br/2012/01/03/mude-de-vida-e-leve-a-familia-fala-do-cotidiano-em-conjunto-habitacional-popular-em-guarulhos/#comments Tue, 03 Jan 2012 16:04:27 +0000 Antonio Farinaci http://antoniofarinaci.blogosfera.uol.com.br/?p=1621
Em 2012, faz 35 que foi completado o Parque Cecap (Companhia Estadual de Casas para o Povo), em Guarulhos (SP), conjunto de habitação popular projetado pelos arquitetos Vilanova Artigas, Paulo Mendes da Rocha e Fábio Penteado. Um exemplo de projeto de moradia popular bem sucedido, o Cecap é também um marco da arquitetura modernista brasileira.

Entre novembro de dezembro de 2011, realizei, ao lado de Patricia Rubano e Ligia Carriel, como trabalho de conclusão de um curso de documentário, um curta-metragem a respeito da família Silva, que vive no Parque desde sua inauguração.

“Mude de Vida e Leve a Família” conta a história da chegada dos Silva no Parque Cecap, o crescimento da família com a chegada dos filhos e as mudanças no local desde os anos 70. “Vendo de fora, morar num conjunto habitacional popular pode parecer pejorativo”, conta José Carlos Silva, “mas hoje as pessoas têm orgulho de dizer que moram no Cecap”.

Segue aí embaixo o link para o curta.

Agradecimentos a Elizabeth e José Carlos, que nos receberam em sua casa e contaram sua história.

Leia abaixo trechos de um texto publicado na revista “Projeto e Construção”, em dezembro de 1972, época em que foram entregues as primeiras unidades do conjunto habitacional.

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“O conjunto tem grande importância para São Paulo, na medida em que reflete a preocupação pela solução de problemas habitacionais de uma porcertagem da população. Segundo dados relacionados no Plano Municipal de Desenvolvimento Integrado – PMDI, na década de 70, deveriam ser construídos para uma população de nível de renda baixa cerca de 500 mil unidades na Grande São Paulo. A Cecap está construindo 10 mil. Portanto, se estiverem certos os dados do PMDI, o conjunto siginifica 2% do total das necessidades de habitação nesse período.”

“A idéia que inspirou o projeto elaborado pelos arquitetos Vilanova Artigas, Fábio Penteado e Paulo Mendes da Rocha foi a implantação de um centro comunitário integrado, como se o conjunto fosse realmente uma cidade com vida própria: todos os serviços e instalações necessárias a essa autonomia foram meticulosamente previstos: escolas, centros de saúde, hospital, lojas, entreposto de abastecimento, igreja, clube, além de um sistema viário conjugado com a via Presidente Dutra e seus acessos à cidade de Guarulhos.”

“(…) Sob o ponto de vista urbanístico, (o Parque Cecap) procura integrar todos os aspectos da habitação ligados à vida humana, típicos nas grandes concentrações urbanas. Não é habitação como solução ou finalidade, mas habitaçõa dentro de um conjunto de áreas de educação, de compras, esportes e recreação, considerando que a casa não termina na soleira da porta, mas se estende às áreas de vida comunitária.”

“O conjunto terá 10.560 apartamentos distribuídos por 6 freguesias. Cada freguesia terá num raio de 150 metros, uma escola e um pavilhão comercial para abastecimento de rotina. O serviço de transporte atravessa o conjunto de forma a servir cada moradia numa distância máxima de 150 metros. E cada freguesia é composta de 32 blocos com 60 unidades, num total de 1920 apartamentos distribuídos em 3 andares. Os apartamentos, com 64 m2 de área, são construídos de acordo com uma planta flexível, que permite várias alternativas de adaptações, segundo os hábitos ou tamanho da família.”

 

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Ibirapuera está entre os 10 lugares mais fotografados no Instagram em 2011 http://antoniofarinaci.blogosfera.uol.com.br/2011/12/24/ibirapuera-esta-entre-os-10-lugares-mais-fotografados-no-instagram-em-2011/ http://antoniofarinaci.blogosfera.uol.com.br/2011/12/24/ibirapuera-esta-entre-os-10-lugares-mais-fotografados-no-instagram-em-2011/#comments Sat, 24 Dec 2011 18:22:26 +0000 Antonio Farinaci http://antoniofarinaci.blogosfera.uol.com.br/?p=1612  

O Parque do Ibirapuera, em São Paulo, está entre os 10 lugares mais identificados como cenário por usuários do Instagram. A rede social, que permite publicação de fotos por meio do celular, foi fundada há pouco mais de um ano e já conta com 15 milhões de adeptos, segundo relatório divulgado pela empresa na última semana.

Em cada foto publicada, os usuários do Instagram podem identificar (sem obrigatoriedade) o local em que a imagem foi registrada e também atribuir tags que permitem o agrupamento de fotos por temática semelhante. Em décimo lugar na lista dos locais mais apontados, o Parque do Ibirapuera aparece à frente do Times Square (Nova York) e do Dolores Park (São Francisco). Em primeiro lugar na listagem está a Disneylândia (Anaheim, California).

O Instagram é uma rede social formada em torno de usuários de um aplicativo gratuito de mesmo nome que permite tirar fotos no celular e publicá-las 0nline instantaneamente, além de compartilhá-las em uma série de outras redes, como Twitter e Facebook. O visual retrô, inpirado em fotos Polaroid e em outras câmeras e lentes antigas, é uma característica das imagens produzidas por esse aplicativo e compartilhadas na rede.

Na foto acima, o Auditório do Ibirapuera, localizado no parque, tirado com Instagram.

Veja mais:
Blog do Instagram

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“Lioness”: Amy higienizada, sem hematomas, sem manchas de sangue nem passagens pela polícia http://antoniofarinaci.blogosfera.uol.com.br/2011/12/16/lioness-amy-higienizada-sem-hematomas-sem-manchas-de-sangue-nem-passagens-pela-policia/ http://antoniofarinaci.blogosfera.uol.com.br/2011/12/16/lioness-amy-higienizada-sem-hematomas-sem-manchas-de-sangue-nem-passagens-pela-policia/#comments Fri, 16 Dec 2011 14:45:52 +0000 Antonio Farinaci http://antoniofarinaci.blogosfera.uol.com.br/?p=1608 A incrível voz de Amy está lá, é claro, e uma interpretação medíocre sua é melhor do que a maior parte da produção das cantoras pop atuais. Mas, no geral, “Lioness: Hidden Treasures”, apresenta uma Amy higienizada, numa música sem hematomas no braço, sem manchas de sangue na sapatilha, sem passagens pela polícia –o universo de abuso (químico, emocional, físico) que lhe deu um trunfo artístico e acabou por cobrar o preço como tragédia pessoal. Lê lá no UOL.

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Os discos que marcaram 2011 http://antoniofarinaci.blogosfera.uol.com.br/2011/12/12/os-discos-que-marcaram-2011/ http://antoniofarinaci.blogosfera.uol.com.br/2011/12/12/os-discos-que-marcaram-2011/#comments Mon, 12 Dec 2011 21:14:27 +0000 Antonio Farinaci http://antoniofarinaci.blogosfera.uol.com.br/?p=1602

Dez críticos escolhem 10 lançamentos que foram destaque em 2011. Está lá em UOL Música. Entre os mais lembrados, aparecem “Suck In and See” (Arctic Monkeys), “What Did You Expect From the Vacccines?” (The Vaccines), “Ceremonials” (Florence + the Machine), “James Blake” (James Blake) e “Watch the Throne” (Jay-Z e Kanye West). Os discos nacionais mais indicados foram “Bixiga 70″ (Bixiga 70) e “Toque Dela” (Marcelo Camelo). Vai lá ver a minha lista completa (leia aqui), que também tem Tom Waits (foto) e Lykke Li, entre outros…

Mais:
O disco do Bixiga 70, você pode baixar aqui.

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Musa de Lagerfeld ensina a imitar, mas não “explica” elegância da parisiense http://antoniofarinaci.blogosfera.uol.com.br/2011/11/30/musa-de-lagerfeld-nao-explica-elegancia-da-parisiense/ http://antoniofarinaci.blogosfera.uol.com.br/2011/11/30/musa-de-lagerfeld-nao-explica-elegancia-da-parisiense/#comments Wed, 30 Nov 2011 18:12:54 +0000 Antonio Farinaci http://antoniofarinaci.blogosfera.uol.com.br/?p=1586

O que é a elegância? Não é de hoje que “árbitros” e “especialistas” sobre o assunto tentam definir, explicar e categorizar o que seja isso. “Uma espécie de harmonia, que, de certo modo, lembra a beleza”, teorizava Geneviève d’Ariaux em seu “O Livro da Elegância” (Record, 1965), considerado uma bíblia de estilo. “Mas com a diferença de que a beleza é mais frequentemente um dom da natureza, ao passo que a elegância é um resultado da arte”.

O mais recente título a se debruçar sobre essa “arte” é “A Parisiense” (Intrínseca, 2011), guia de estilo de Inès de la Fressange (escrito com a “colaboração” da jornalista Sophie Gachet). A mulher de Paris, bem entendido, é tomada aqui como o exemplo maior de requinte, em seu domínio das regras da elegância, mas sobretudo por sua capacidade de transgredi-las com graça.

Inès é um ícone da moda desde os anos 80, quando se tornou a primeira modelo a assinar um contrato de exclusividade, com a marca Chanel, e virou musa eterna do estilista Karl Lagerfeld, que até hoje recorre a seus palpites.

Aproximo os dois livros aqui não apenas por tratarem do mesmo assunto, mas porque permitem um contraponto interessante.

Como Inès, Geneviève era também ligada de perto à moda. Foi durante anos o braço direito da estilista francesa (nascida na Itália) Nina Ricci, e diretora da casa de mesmo nome. Seu livro, apesar de não se restingir à “parisiense”, fala de uma elegância que é também, basicamente, a elegância francesa urbana da alta costura dos anos 50, na tradição de Jacques Fath —mais parisiense impossível.

Apesar de permanecer a França (e a mulher francesa) como exemplo de sofisticação, é impossível não notar uma diferença fundamental de enfoque. “A Parisiense” de Inès se contenta com listinhas de “o que fazer/não fazer” e um roteiro de lojas onde comprar peças para emular um estilo (embora ela sempre afirme que a criatividade é o que garante o chiquê da parisiense). Geneviève —ainda que sob o peso de alguns conceitos hoje francamente obsoletos— considera a “elegância” como o resultado de um processo civilizatório, e tem mais a dizer sobre personagens de época, bastidores da moda, cultura e estilo em si.

Inès não parece interessada em externar suas opiniões sobre estilo, o que poderia ser esclarecedor, uma vez que ela é musa e “conselheira” de um dos estilistas mais importantes da atualidade. Ela se restringe a um texto um tanto esquemático, que escorrega pela superfície da superfície e não responde, afinal, o que faz do estilo da mulher de Paris —sua protagonista— algo que se queira imitar. Nada menos parisiense.

***

“A Parisiense — Guia de estilo de Inès de la Fressange”
(Inès de la Fressange com Sophie Gachet)
Editora Intrínseca
239 páginas
R$ 40

***

Outros livros sobre comportamento, estilo e moda feminina:

“O Livro da Elegância”
(Geneviève Antoine d’Ariaux)
Editora Record (RJ, 1965)

“Olivia’s Shopping —and how she does it”
(Anonimous)
Gunpowder Press (UK, 2009)

Sobre comportamento, estilo e moda masculina:

“Manual do Dândi — A Vida com Estilo”
(Baudelaire, Balzac, d’Aurevilly; org. Tomaz Tadeu)
Ed. Autêntica (BH, 2009)

“Early Victorian Men”
(Various)
R.L. Shep (USA, 2001)

Leia também:

Dicas de etiqueta para homens vitorianos

 

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Documentário da BBC acompanha carreira do Queen e de Freddie Mercury http://antoniofarinaci.blogosfera.uol.com.br/2011/11/24/documentario-da-bbc-acompanha-carreira-do-queen-e-de-freddie-mercury/ http://antoniofarinaci.blogosfera.uol.com.br/2011/11/24/documentario-da-bbc-acompanha-carreira-do-queen-e-de-freddie-mercury/#comments Thu, 24 Nov 2011 02:00:52 +0000 Antonio Farinaci http://antoniofarinaci.blogosfera.uol.com.br/?p=1575

Nesta quinta (24), faz 20 anos da morte de Freddie Mercury, o carismático vocalista do Queen, por complicações de saúde relacionadas à Aids. 2011 marca ainda os 40 anos da banda, formada em Londres, no verão de 1971. E uma terceira efeméride se soma a essas: há 30 anos, o grupo tocou pela primeira vez no Brasil —numa época em que artista gringo no auge da carreira não passava por aqui nem de longe. No embalo dessas datas, chega ao mercado brasileiro uma biografia fotográfica da banda (leia mais aqui).

Mas o que vale mesmo é um documentário em dois capítulos “Queen: Days of Our Lives”, que conta —com imagens de arquivo e depoimentos recentes de Brian May e Roger Taylor— a história da banda que, mesmo sem ser queridinha da crítica ou “da moda”, se tornou um fenômeno de shows em estádio e vendeu mais de 300 milhões de discos no mundo todo (na foto acima, capa de uma edição russa de 1979).

Exibido pela BBC em maio, o programa pode ser assistino na Internet (com legendas em espanhol):

Episódio 1 (1/4)
Episódio 1 (2/4)
Episódio 1 (3/4)
Episódio 1 (4/4)

Episódio 2 (1/4)
Episódio 2 (2/4)
Episódio 2 (3/4)
Episódio 2 (4/4)

Assista abaixo à primeira parte do primeiro episódio:

 

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Nova diva americana mistura nome de atriz com Ford brasileiro dos anos 80 http://antoniofarinaci.blogosfera.uol.com.br/2011/11/18/meio-pop-meio-underground-nova-diva-americana-mistura-nome-de-atriz-com-ford-brasileiro-dos-anos-80/ http://antoniofarinaci.blogosfera.uol.com.br/2011/11/18/meio-pop-meio-underground-nova-diva-americana-mistura-nome-de-atriz-com-ford-brasileiro-dos-anos-80/#comments Fri, 18 Nov 2011 20:23:29 +0000 Antonio Farinaci http://antoniofarinaci.blogosfera.uol.com.br/?p=1550

Lana Del Rey, 25, é a nova sensação meio pop, meio underground que vai fazer você chorar com canções muito melancólicas e decadentes. Ela refuta comparações com Nancy Sinatra —apesar da semelhança vocal— e seu visual tem um que de rapper e de Jessica Rabbit, com unhas muito compridas e lábios turbinados. Em suas próprias palavras, o som que ela faz é “Hollywood Sadcore”, mas é preciso ouvir (e vê-la cantar) para entender esse rótulo inventado.

O nome artístico é inspirado na atriz Lana Turner e no Ford Del Rey, que foi produzido só no Brasil durante os anos 80. Segundo a cantora (cujo nome real é Elizabeth Grant), ele foi escolhido por seus empresários (?) e deveria evocar o glamour hollywoodiano com um certo charme retrô —que combina com a sua voz. “Acho que primeiro vieram as músicas, depois o nome, depois um monte de cabelo e maquiagem”, ela conta em entrevista a Tim Noakes (editor de música da “Dazed & Confused”).

Sua canção mais famosa, “Video Games” (mais de 600 mil acessos no YouTube), fala de um amor que dá certo, mas a melodia triste e a voz embargada da cantora dão a impressão de que há algo de errado. Bem ao estilo das heroínas trágicas de filmes noir.

Ela já teve um disco lançado no iTunes, em dezembro do ano passado e pouco tempo depois tirado do ar, sem maiores explicações. Nesse primeiro disco, os arranjos lembravam produções “lounge” dos anos 90 e 2000, um pouco na linha de Thievery Corporation e Ilya. Desde então, singles de um novo disco já saíram —entre eles, “Video Games”—, com uma pegada mais perversa e sombria. O novo álbum, que Lana considera seu primeiro, deve chegar às lojas em janeiro de 2012.

O clipe da música é uma pérola, dirigido pela própria cantora, com cenas em que ela aparece, trechos de vídeos roubados da Web e filmagens dos anos 50. Muito David Lynch. De tão perfeito o pacote —persona, músicas, vídeo— há quem diga que Lana é uma armação. Assista abaixo ao clipe:

E se você, leitor de pouca fé, assim como o Faustão, acha que quem sabe faz ao vivo, dá uma espiada na Lana cantando no programa do Jools Holland (11/10/2011):

Leia também:
Entrevista de Lana Del Rey para o site “Social Stereotype”

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Em novembro, bigode vira símbolo de luta contra o câncer na próstata http://antoniofarinaci.blogosfera.uol.com.br/2011/11/11/em-novembro-bigode-vira-simbolo-de-luta-contra-o-cancer-na-prostata/ http://antoniofarinaci.blogosfera.uol.com.br/2011/11/11/em-novembro-bigode-vira-simbolo-de-luta-contra-o-cancer-na-prostata/#comments Fri, 11 Nov 2011 19:44:16 +0000 Antonio Farinaci http://antoniofarinaci.blogosfera.uol.com.br/?p=1542

A fundação Movember promove durante o mês de novembro um evento para conscientização e arrecadação de fundos para a luta contra o câncer de próstata e outras doenças masculinas. O nome da entidade é uma brincadeira com as palavras “moustache” ou “mo”, “bigode” em inglês, e o nome do mês.

Participantes cadastrados no site da Movember fazem uma espécie de maratona do bigode, e podem fazer upload de fotos que registram o progresso de seus pelos faciais e histórias relacionadas a eles. As regras exigem que os participantes estejam totalmente barbeados no dia 1º e cultivem o bigode do “zero”. Não são aceitos barba e cavanhaque. Desde o início da semana, o Instagram também está cheio de fotos de participantes em vias de ficarem bigodudos (foto acima). Basta dar uma busca por #movember.

O evento aconteceu pela primeira vez em 1999 na Austrália. A fundação existe desde 2004 e hoje conta com a adesão de instituições nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Dinamarca, Espanha e Grécia, entre outros países.

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Dancin’ Days: Julia Mattos fala sobre moda, cinema e sobre o que a TV brasileira poderia ter sido http://antoniofarinaci.blogosfera.uol.com.br/2011/11/07/dancin-days-julia-mattos-fala-sobre-moda-cinema-e-sobre-o-que-a-tv-brasileira-podia-ter-sido/ http://antoniofarinaci.blogosfera.uol.com.br/2011/11/07/dancin-days-julia-mattos-fala-sobre-moda-cinema-e-sobre-o-que-a-tv-brasileira-podia-ter-sido/#comments Mon, 07 Nov 2011 18:52:45 +0000 Antonio Farinaci http://antoniofarinaci.blogosfera.uol.com.br/?p=1518

“Dancin’ Days” foi um marco na TV brasileira. Pela primeira vez, uma novela de horário nobre (na época, “novela das oito”), tratava de um tema tão “jovem” —a discoteca— e levava para as telas música, moda e comportamento de forma tão imediata e com tanta liberdade. Exibida entre 1978 e 1979, ditou o que vestir, penteados, maquiagem, consagrou gírias e sucessos musicais como nenhuma outra novela até então —e nenhuma outra depois.

Em entrevistas, a atriz Sônia Braga, que fazia a protagonista Júlia Mattos, já declarou que “Dancin’ Days” foi “tudo aquilo que a televisão poderia ter sido, mas não foi” (leia aqui). A novela consagrou Gilberto Braga como o autor mais “urbano” da TV, das intrigas da alta sociedade, das grandes vilãs, e fez da figurinista Marília Carneiro o nome mais influente da moda nacional. “Consegui levar a tendência para dentro da TV”, ela relembra (leia aqui). O que aparecia na novela era usado nas ruas no dia seguinte. As famosas meias de lurex são até hoje conhecidas como meias “Dancin’ Days”.

Uma edição compacta da novela acaba de ser lançada em DVD (12 discos com 38 horas de duração). Quem assistiu na época, ao rever vai se surpreender com a ousadia do material. E quem não viu, precisa ver. “Dancin’ Days” é um documento sobre a história da telenovela no Brasil, mas também um testemunho sobre o amadurecimento do país desde o final dos anos 70 e a abertura política (que viria a seguir). Vale notar também que a novela é um fenômeno de uma época em que não havia Internet nem a variedade de canais que há hoje, e a audiência da Globo não tinha a ameaça de nenhum concorrente de peso na TV nem, muito menos, em outras mídias.

Júlia é uma heroína “suja” —gauche, vingativa e manipuladora. Ex-presidiária, lutava para ter a aceitação da filha, Marisa (Glória Pires em seu primeiro papel televisivo) e se livrar das maldades da irmã Yolanda (criação irretocável de Joana Fomm). Para conseguir o que queria, foi sustentada por homens que não amava e os usou para subir na escala social. Tudo como convém a um dramalhão.

Os personagens fumam um cigarro atrás do outro, adolescentes bebem whisky, e todos se automedicam com “calmante”, com muita naturalidade —num registro que, apesar de exagerado, soa mais honesto do que a vida encenada nos folhetins atuais.

No meio da trama, Júlia passa uma temporada na Europa e volta “sofisticada”. Aí, ela se torna uma socialite do jetset carioca, figura carimbada de colunas sociais, e seu apartamento vira o point mais badalado do Rio de Janeiro.

No auge de sua fama, ela ganha a capa da revista “Face” (revista fictícia criada na novela mais de 15 anos antes da “Caras” brasileira e dois anos antes da antológica “The Face” inglesa). Abaixo, transcrevo a entrevista, conforme exibida em um dos capítulos da novela. Um vislumbre dos tempos eufóricos de pré-abertura e dessa televisão que poderia ter sido —de vanguarda, viva e contestadora— e se acovardou.

Face – Quais são os seus divertimentos prediletos?
Júlia Mattos - Eu me sinto bem em qualquer lugar. Tudo pra mim é divertimento. Desde a (boate) Dancin’ Days até uma reuniãozinha íntima. Aliás, eu acho que divertimento é um estado de espírito!

Face – Saiu na “Interview” que você não gosta de teatro. É verdade?
Júlia Mattos - Não é que eu não goste. É que eu tenho um grilo com teatro. De cinema eu gosto. Agora, o cinema brasileiro que está aí é uma maravilha! Outro dia, fui ver o filme “Tudo Bem”, do Arnaldo Jabor. Vi também “Amor Bandido”, daquele menino, o Bruno Barreto. Uma maravilha! Estou adorando o cinema nacional!

Face – Mas qual o seu grilo com o teatro?
Júlia Mattos - O meu grilo com o teatro é o seguinte: Você vai, numa boa, fica paradinha, quietinha, tudo fechadinho. Aí, ficam aquelas pessoas no palco, falando, maravilhosas, andando para lá e para cá. Eu fico nervosa!! Porque a minha vontade é subir no palco e ficar falando falando também! Olha, uma coisa que eu não suporto na vida é ver as pessoas aparecendo e eu não poder aparecer!

Face – O que você acha do feminismo?
Júlia Mattos - Eu acho uma boa. Acho que a mulher tem mesmo que lutar pelos seus direitos. Eu sou a favor de tudo. Sou a favor de passeata, sou a favor do que pintar… Agora… Desde que os homens paguem todas as despesas, naturalmente.

Face – E como você define elegância?
Júlia Mattos - Você vai me desculpar, mas acho essa palavra, “elegância”, uma coisa tão demodê, tão fora de moda… Sabe ao que me cheira? A essas mulheres que vão ao aeroporto pegar avião e combinam chapéu, bolsa, sapato… Tipo “bleu, blanc, rouge”, ton sur ton… Sabe essas coisas?
Pra mim, hoje em dia, elegância, esse negócio de se vestir, é mais uma coisa criativa. É um barato de divertimento.

Face – Me diz uma mulher elegante…
Júlia Mattos - Bianca Jagger.

Face – Uma brasileira…
Júlia Mattos - Brasileira?

Face – Por que? Não tem nenhuma brasileira elegante?
Júlia Mattos - Bem… Fora Júlia Mattos (risos)!
Tia Tônia (a atriz Tônia Carrero). Tem também, da sociedade, Danuza Leão. Outro dia vi Danuza com uma calça de onça, e estava um luxo total. Laís Gouthier: acho um barato o guarda-roupa dela. Deixa eu ver quem mais… Scarlett Moon! Já viu as roupinhas de Scarlett Moon? É um luxo!
Mas sabe quem eu acho sinônimo de barato total? Clementina de Jesus!! Ela é a mulher mais chique do Brasil!!


“Dancin’ Days”
(Novela de Gilberto Braga)
Caixa com 12 DVDs/38 horas
Som Livre/Globo Marcas
Com: Sônia Braga, Antonio Fagundes, Pepita Rodrigues, Cláudio Correa e Castro, Mário Lago, Milton Moraes, Joana Fomm, José Lewgoy, Lídia Brondi, Eduardo Tornaghi, Ary Fontoura, Beatriz Segall, Sura Berditchevsky, Yara Amaral, Lourdes Mayer, Ivan Cândido, Gracinda Freire, Lauro Corona, Cleyde Blota, Diana Morell, Glória Pires, Suzana Queiroz, Mira Palheta, Jacqueline Laurence, Chica Xavier, Neuza Borges, Reginaldo Faria
Direção: Daniel Filho, Gonzaga Blota, Dennis Carvalho e Marcos Paulo
Direção geral: Daniel Filho
Extras: entrevistas com Daniel Filho e Gilberto Braga

Preço: R$ 168

 

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Depois de gravar com Lady Gaga e Amy Winehouse, Tony Bennett quer fazer dueto com João Gilberto http://antoniofarinaci.blogosfera.uol.com.br/2011/11/04/depois-de-gravar-com-lady-gaga-e-amy-winehouse-tony-bennett-quer-fazer-dueto-com-joao-gilberto/ http://antoniofarinaci.blogosfera.uol.com.br/2011/11/04/depois-de-gravar-com-lady-gaga-e-amy-winehouse-tony-bennett-quer-fazer-dueto-com-joao-gilberto/#comments Fri, 04 Nov 2011 19:50:20 +0000 Antonio Farinaci http://antoniofarinaci.blogosfera.uol.com.br/?p=1515 Em entrevista por telefone, esta semana, o cantor americano Tony Bennett falou à Rádio UOL sobre seu disco mais recente, “Duets 2”, que tem a participação de Lady Gaga, Amy Winehouse, k.d. lang, Norah Jones e Michael Bublé entre outros artistas. Na conversa, Bennett declarou também que no Brasil gostaria de fazer um dueto com João Gilberto, seu cantor favorito “de todo o mundo”. (Ouça entrevista na Rádio UOL)

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